REGIONAL vs GLOBAL

novembro 5, 2010

Os projetos de intervenção nas favelas ‘Aglomerado da Serra’, ‘Morro das Pedras’ e ‘Pedreira Prado Lopes’, desenvolvidos pela Horizontes através do programa ‘Vila Viva’, foram publicados no livro “Regional Vs Global – 20th Architectural Exhibition of Daejeon”.

A publicação foi organizada pelo KIA (Korean Intitute of Architecture) e apresenta uma seleção de trabalhos de arquitetos internacionais, com destaque para os arquitetos brasileiros e a inovadora atuação na área de habitação social e intervenção em favelas.


3º FÓRUM HIS – HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL

outubro 6, 2010

Entre os dias 15 e 18 de Setembro realizou-se em Belo Horizonte a 7ª edição do MINASCON 2010, evento realizado pela FIEMG, que reuniu diversos agentes do setor da construção civil. Dentro da programação do evento ocorreu o 3º Fórum HIS-Habitação de Interesse Social, com organização do IAB-MG. Nossa equipe foi convidada a se apresentar neste evento técnico para debater os caminhos da habitação social no Brasil.

Além da Horizontes Arquitetura, diversos profissionais de destaque na área da habitação social apresentaram seus trabalhos, entre eles os arquitetos Pedro da Luz, Pablo Benetti, Demetre Anastassakis, os escritórios ArquiTraço e Chic da Silva e o presidente do IAB Nacional Arq. Gilson Paranhos.

A equipe da Horizontes, representada pelo arquiteto Marcelo Palhares, apresentou 6 projetos de interesse social, com destaque para conjuntos habitacionais e intervenções em vilas e favelas.  A apresentação ressaltou a importância dos processos participativos na fase de projeto, da flexibilidade de plantas e usos, a inserção do comércio como forma de geração de renda e, principalmente, da importância da criação de praças de uso público e  áreas verdes integradas com as unidades residenciais e ao longo das ruas e becos.

O debate se concentrou na necessidade de mudança dos paradigmas e dos modelos de atuação do poder público e dos órgãos financiadores, com intuito de elevar os parâmetros arquitetônicos exigidos para a habitação de interesse social.

No balanço final, os arquitetos presentes foram unanimes em defender a importância da contratação de projetos de qualidade pelos órgãos públicos como passo fundamental para alcançar os resultados esperados na melhoria da condição de vida da população carente.


CONCURSO CAIXA-IAB 2006 –

junho 29, 2010

Em 2006 recebemos Menção Honrosa no “Concurso Público Nacional de Idéias e Soluções para Habitação Social no Brasil – Prêmio Caixa/Iab 2006”. O projeto foi inscrito na categoria “Lotes Urbanos de pequeno porte, propiciando tipologias multifamiliares de densidade média, sem utilização de elevadores”. O objetivo do concurso foi buscar idéias e soluções inovadoras para o problema do déficit habitacional brasileiro, principalmente para a população com faixa de renda familiar de até cinco salários mínimos.

MEMORIAL DESCRITIVO

O LUGAR. Palmas, capital de Tocantins, localiza-se no centro do Estado, à margem direita do Rio Tocantins, cercada pelas serras do Carmo e do Lajeado. Totalmente planejada com dese­nho urbano moderno, a cidade apresenta uma ocupação extremamente horizontal e ainda pouco adensada. A malha urbana é formada por largas avenidas delimitando superquadras, subdivididas por ruas perimetrais e alamedas que conformam quarteirões menores. Em cada superquadra coexistem zonas residenciais, comerciais, setores de equipamentos públicos, áreas de estacionamento e áreas verdes.

O terreno em questão, com área de 3384m², é bastante peculiar. Localizado no miolo de um quarteirão, é contornado por lotes residenciais uni-familiares, com ocupação praticamente de­finitiva, de padrão médio e altimetria média de 2 pavimentos.

A acessibilidade ao terreno é facilitada para automóveis através das grandes avenidas e ruas lindeiras à super-quadra e pelo transporte público. Devido ao relevo bastante suave da cidade, as principais formas de transporte em Palmas são motos e bicicletas, essa a mais viável, principalmente para as comunidades mais pobres. Já existem ciclovias implantadas e outras com previsão de implantação, inclusive na super-quadra onde se encontra o terreno. A entrada do terreno é feita por um lote perpendicular, que funciona como rua de acesso particular. A região do terreno conta com toda infra-estrutura básica (água, esgoto, energia, coleta de lixo) além de equipamentos públicos e comerciais (posto de saúde, posto policial, creche, super­mercado, comércio básico e escola).

A OCUPAÇÃO. O plano diretor de Palmas encontra-se em fase de revisão com participação popular e incentiva o adensamento maior nas áreas já parceladas, evitando a ampliação da ocupação urbana do território e o surgimento de periferias desorganizadas. Acompanhando essas diretrizes de ocupação, surge a proposta de um edifício com perfil volumétrico de alturas variáveis, equilíbrio entre a paisagem e a função social da terra, com adensamento ao mesmo tempo alto e criterioso, permitindo a liberação de áreas livres comunitárias no nível do solo e no topo do prédio.


A variação de volumes cria interseções e vazios, em pilotis, terraços, passarelas e escadas abertas que, além da diminuição da massa do edifício, privilegiam o espaço público, proporcionam visadas para a paisagem e ampliam a circulação do ar e o controle da insolação.

O EDIFÍCIO. O edifício, resolvido em 3 blocos (3 eixos), abriga 58 apartamentos, conectados por 5 escadas e 6 passarelas, e conforma um amplo pátio central, vazado no pilotis no eixo de acesso e aberto na extremidade para a área arborizada existente. O pátio, protegido em seu uso pela visibilidade garantida pelas janelas de todos os apartamentos que ali se abrem, é também espaço de estacionamento arborizado.

O terraço coletivo, acessado pelas escadas e passarelas dos diversos blocos, suaviza a altura do edifício e se abre em direção à vista do rio. As extremidades dos blocos são resolvidas em apartamentos duplex, otimizando o aproveitamento das dimensões do terreno.

AS UNIDADES. O programa arquitetônico é o mesmo em todas as unidades: 2 quartos, banheiro, sala, cozinha e área de serviço. As dimensões e o arranjo espacial, no entanto, buscam atender modos de morar variados, permitindo flexibilidade de uso e modificações futuras. A cozinha é integrada à sala, ampliando o espaço e economizando alvenaria, mas podendo ser fechada futuramente, dependendo do desejo de cada morador. A área de serviços, normalmente sub-valorizada em projetos habitacionais, foi redimensionada, funcionando como extensão da cozinha e também como varanda, podendo se articular à sala. A possibilidade de ser usada como espaço para atividades de geração de renda é, assim, ampliada.

CLIENTE: Caixa / IAB

LOCAL: Palmas, TO

DATA: 2006

AUTORES: Horizontes Arquitetura e Urbanismo (Gabriel Velloso da Rocha Pereira, Luiz Felipe de Farias e Marcelo Palhares Santiago), Maria Elisa Baptista e Matheus M. F. de Melo

COLABORADORES: Carlos Gomez, Thiago Vieira e Rafaela Ferreira


CUADERNO LATINOAMERICANO DE ARQUITECTURA

maio 17, 2010

O trabalho da Horizontes Arquitetura apareceu na edição de maio de 2010 da revista “30-60-Cuaderno Latino Americano de Arquitectura“, uma publicação argentina que dá espaço para os principais acontecimentos na área em toda a América Latina.

O texto ressalta a importância da arquitetura produzida em Minas Gerais em vários períodos da história, principalmente nos anos 40, quando teve alcance internacional, e anos 80, com alcance nacional.

A arquitetura mineira volta a se destacar neste início de século como centro de um movimento de renovação e a revista apresenta trabalhos, selecionados pelo arquiteto Fernado Luiz Lara, de alguns dos principais escritórios de Belo Horizonte, entre eles Horizontes Arquitetura e Urbanismo.

Os projetos realizados pela Horizontes no Morro das Pedras são elogiados pelo equilibrio entre a elegância do desenho e a relação com a comunidade nos processo participativos de projeto.

A revista elogia os projetos de intervenção em favelas como um grande exemplo vindo do Brasil, especialmente de Minas Gerais, e uma excelente oportunidade da arquitetura demonstrar seu poder de transofrmação e de comprometimento com a realidade social.


Concurso Espaço Savassi

março 29, 2010

O “Concurso Espaço Savassi” foi realizado em 2007 por uma agência de publicidade com a participação de 4 equipes convidadas. O objetivo consistia em transformar um terreno privado em uma praça de uso público, agregando estruturas de suporte para receber diversos tipos de eventos.

A praça serviria como uma vitrine urbana para grandes marcas/anunciantes que poderiam adotar a praça como patrocinadores, associando sua marca a uma atitude de gentileza urbana.  O terreno, com dimensões mínimas e forma irregular, localiza-se na Av. Cristovão Colombo, num dos pontos mais valorizados da região da Savassi, Belo Horizonte-MG.

Memorial Descritivo

O Espaço foi concebido para proporcionar diversas utilizações, que podem variar de acordo com as demandas. Flexibilidade, conforto, visibilidade e tecnologia são as estratégias do projeto.

Seus elementos principais têm diversas funções, de acordo com seu posicionamento, isso faz com que o espaço possa ser configurado de acordo com a necessidade da propaganda ou evento. Os elementos que configuram a praça se movimentam com o uso de elevadores hidráulicos, que acionados eletronicamente podem modificar substancialmente o espaço e seus usos. Isto viabiliza a montagem rápida de eventos com dinâmicas espetaculares, atraindo a atenção do público e possibilitando variados usos.

Os elementos que participam ativamente da configuração de diversos tipos de espaços são:

Plataforma: move-se para baixo e para cima podendo ser utilizada como palco, expositor, “lounge”, banco, etc. A plataforma servirá para criar efeitos cenográficos em eventos publicitários de marca como um carro ou um artista que pode surpreendentemente surgir do chão. Pode ser também uma pequena loja que desce ao subsolo fora do horário comercial, transformando o espaço em um palco, jardim ou simples banco.

Bancos retráteis: configuram-se de diversas maneiras transformando-se em arquibancadas, bancos, “deck”, ou piso quando não elevados, integrando-se à calçada e permitindo a passagem de pessoas.

Vitrine: coberta por uma cortina de água ao fundo da praça, ela é um expositor de produtos, obras de arte, espaço publicitário ou conceitos. Internamente ela é o acesso ao subsolo. Quando a cortina d’água é ligada, cria um micro-clima que deixa o local agradável durante o verão, tornando a praça um lugar de relaxamento com temperatura mais amena. Quando desligada, uma tela de projeção pode descer automaticamente para exibir filmes ou campanhas publicitárias.

A praça será equipada com rede “wireless” de acesso à Internet e sensores de presença que captam movimentos em determinados pontos, acendendo luzes coloridas na cortina d’água ou vídeos.

A praça está inserida em local movimentado. Isto torna viável fechar temporariamente o trânsito de veículos na Rua Tomé de Souza para a realização de grandes eventos. Neste caso sugere-se abaixar totalmente os bancos retráteis e elevar a plataforma, que funcionaria como um grande palco.

Este projeto tem com objetivo criar um espaço que faça da marca um nome conhecido por um tipo de publicidade diferenciada. A MARCA faz assim uma grande gentileza urbana. Associa sua imagem à tecnologia, conforto e ao bem estar dos moradores de Belo Horizonte.

CLIENTE: Concurso Espaço Savassi

LOCAL: Belo Horizonte, MG

DATA: 2007

AUTORES: Horizontes Arquitetura e Urbanismo (Gabriel Velloso da Rocha Pereira, Luiz Felipe de Farias e Marcelo Palhares Santiago) e Matheus M. F. de Melo


“Building for the Favelas : news from Brazil”

março 15, 2010

O site americano e-architects publicou uma matéria sobre a parceria entre Horizontes Arquitetura e o Arquiteto Fernando Lara (PhD, University of Texas, Austin). O texto de autoria de Fernando Lara, entitulado “Building for the Favelas : news from Brazil“, faz uma breve apresentação do programa de reurbanização de favelas da Prefeitura de Belo Horizonte (Vila Viva) e apresenta as estratégias de projetos utilizadas pela equipe.

“(…) Horizontes, a young trio in Belo Horizonte, have already accumulated significant experience with participatory processes in their first decade in practice. Now working in partnership with Fernando Lara (a professor with large international experience) they have been able to articulate a new approach to public spaces in the reminiscent areas between the new roads and the favela remaining buildings.

In Campo do Cascalho, and Pedreira Prado Lopes the design strategy has been to locate active programs (around sports) that foster collective appropriation and discourage “privatization” by any group or individual. At the same time the spaces have to be “defensible” with as much visibility as possible to contribute to the sense of security. Another preoccupation regards soil permeability. Being extremely dense (up to 300 people/ha) the favelas are also very much impermeable and that creates enormous problems during the rainy season when 100mm of rainfall per day is a weekly occurrence.

The design solution specifies traditional materials used in new ways to increase permeability in inclined platforms that foster active uses and discourage further illegal construction (flat surfaces are much easier to be quickly taken and incorporated to existing buildings).  (…)”

Para ler o texto completo acesse o site e-architects clicando aqui.


San Isidro

março 1, 2010

Em 2007, participamos de um concurso internacional para projetar um edifício de Lofts de Luxo, em Lima, Peru.

modelo conceitual

Descrição

O projeto foi desenvolvido com a ideia de mutação como o principal parâmetro de projeto. Tentamos incorporar flexibilidade em todos os aspectos dos apartamentos pois entendemos a vida contemporânea como um exercício de constante mudança, constante transformação.

Com isso em mente, desenvolvemos vários elementos do projeto como entidades mutantes. A fachada está em constante mutação em resposta às transformações internas e externas. Os moradores podem, por exemplo, alterar a posição do quarto, da escada e até mesmo da cozinha com relativa facilidade.

Para isso, cozinha e banheiro foram concebidos como módulos que podem ser colocados em qualquer parte do apartamento. Estes módulos não são projetados para suportar movimentos frequentes, mas seria uma alteração fácil, no momento da compra ou numa reforma futura.

Os painéis de fachada feitos de painéis em PVC são movidos por controle remoto, funcionando como dispositivos de sombreamento e barreiras acústicas. O quarto/varanda também é operado mecanicamente por controle remoto. Eventualmente, metade do quarto fica para fora do prédio, permitindo vistas diretas da pirâmide, do céu e da cidade.

A fim de atingir diferentes níveis de privacidade utilizamos várias camadas de vidro, com diferentes graus de transparência, desde o mais transparente no perímetro exterior para o mais opaco no prisma de luz interior . Este “prisma de vidro” atravessa todo o edifício, iluminando e ventilando, desde os corredores, os pilotis, até as áreas mais profundas dos apartamentos.

Ao nível do solo, o pilotis foi rebaixado 110 centímetros abaixo do nível da rua para permitir a integração visual e permeabilidade sem torná-lo muito exposto ao público rua.
No terraço, sugerimos um anel de vegetação de bambu para proporcionar ambiência e privacidade, sobreposta por uma plataforma que permite visão perfeita da pirâmide. A partir da piscina e por baixo do deck pode-se ver a pirâmide, filtrada através dos bambus.

CLIENTE: Arquitectum

LOCAL: Lima, Peru

DATA: 2007

AUTORES: Horizontes Arquitetura e Urbanismo (Gabriel Velloso da Rocha Pereira, Luiz Felipe de Farias e Marcelo Palhares Santiago), Fernando Luiz Lara e Matheus M. F. de Melo