12ª PREMIAÇÃO DE ARQUITETURA DO IAB-MG

dezembro 16, 2010

Os arquitetos Gabriel Velloso, Luiz Felipe de Farias e Marcelo Palhares da Horizontes Arquitetura e Urbanismo receberam um prêmio e duas menções honrosas na 12ª Premiação de Arquitetura do IAB-MG (Instituto de Arquitetos do Brasil-seção Minas Gerais). Os prêmios foram entregues  pela diretoria do IAB-MG em cerimônia realizada no último dia 13 de dezembro, no auditório da Escola de Arquitetura da UFMG.

A Premiação do IAB-MG tem reconhecida importância nacional e já premiou, em toda sua história, alguns dos mais importantes arquitetos mineiros. O intuito da premiação é destacar a contribuição dos arquitetos para a cultura e para a melhoria das cidades, com ênfase em: criatividade, valorização do projeto como ferramenta de tomada de decisão, melhor aproveitamento dos recursos naturais disponíveis, viabilidade e o compromisso com as necessidades e aspirações do homem contemporâneo.

As menções honrosas foram concedidas para dois projetos de interesse social: Intervenções na Pedreira Prado Lopes, projeto realizado para a Construtora Mello Azevedo, e Vila Barraginha, projeto realizado para a Práxis Projetos e Consultoria e para a Prefeitura de Contagem. O júri destacou a importância das intervenções para a criação de espaços urbanos de qualidade estética nas áreas degradadas.

O projeto premiado foi a exposição MOVA! Arquitetura, realizada pelo MHAB (Museu Histórico Abílio Barreto). O júri destacou a clareza comunicativa e a sobriedade da linguagem gráfica do projeto.

Nos sentimos muito honrados com esta premiação e satisfeitos por fechar o ano com um reconhecimento tão importante. Agradecemos a todos os profissionais e parceiros envolvidos no desenvolvimento dos projetos, e aos clientes que viabilizaram estes trabalhos.

ps. O arquiteto Fernando Luiz Lara, parceiro da Horizontes em projetos especiais, também foi premiado pelo projeto “Intervenção na Pedreira Prado Lopes”. Os demais premiados foram: MOVA! Arquitetura: Matheus Marques F. de Melo, Norah Turchetti, José Neves Bittencourt, Pedro Paulo Pereira, Joaquim A. Pereira. Vila Barraginha: Matheus Marques F. de Melo

 

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Nova seda DME-D

dezembro 1, 2010

A Horizontes Arquitetura e Urbanismo foi responsável pelo projeto para a nova sede da DME-D, distribuidora de energia elétrica de Poços de Caldas, Minas Gerais.

O edifício foi projetado como um grande bloco prismático e maciço, atendendo ao extenso programa, à pequena dimensão do terreno e à limitação de altura. Para dar leveza à volumetria os dois pavimentos inferiores, onde se localizam estacionamentos e espaços técnicos, foram tratados com fechamentos em tela metálica vazada coberta com plantas trepadeiras. Desta forma o prédio assume uma leitura horizontal, e parece flutuar sobre a base ‘transparente’.

Nos dois pavimentos intermediários foram resolvidos os setores administrativos e de atendimento público. Estes dois pavimentos foram tratados com brises móveis coloridos, com intenção de destacar a volumetria e proporcionar proteção solar aos ambientes de trabalho, reduzindo o uso de ar condicionado.

O terraço foi arrematado por um coroamento sustentado por colunata em concreto aparente.  Neste espaço foram resolvidas as áreas de convívio dos funcionários, com vistas para a cidade a sul e para uma grande montanha a norte (Serra do Cristo).

Durante a fase de concepção do projeto foram desenvolvidos vários estudos de cor para tratamento da fachada. Em cada estudo utilizou-se variações de tons de uma determinada cor. As cores foram aplicadas em brises verticais móveis de alumínio, compondo ‘planos’ de tamanhos variados. O movimento constante das aberturas e a variação de cor proporcionam uma imagem dinâmica da volumetria, contribuindo para que o novo edifício seja um importante marco arquitetônico na paisagem de Poços de Caldas.

Estudos de cor

Proposta final


CUADERNO LATINOAMERICANO DE ARQUITECTURA

maio 17, 2010

O trabalho da Horizontes Arquitetura apareceu na edição de maio de 2010 da revista “30-60-Cuaderno Latino Americano de Arquitectura“, uma publicação argentina que dá espaço para os principais acontecimentos na área em toda a América Latina.

O texto ressalta a importância da arquitetura produzida em Minas Gerais em vários períodos da história, principalmente nos anos 40, quando teve alcance internacional, e anos 80, com alcance nacional.

A arquitetura mineira volta a se destacar neste início de século como centro de um movimento de renovação e a revista apresenta trabalhos, selecionados pelo arquiteto Fernado Luiz Lara, de alguns dos principais escritórios de Belo Horizonte, entre eles Horizontes Arquitetura e Urbanismo.

Os projetos realizados pela Horizontes no Morro das Pedras são elogiados pelo equilibrio entre a elegância do desenho e a relação com a comunidade nos processo participativos de projeto.

A revista elogia os projetos de intervenção em favelas como um grande exemplo vindo do Brasil, especialmente de Minas Gerais, e uma excelente oportunidade da arquitetura demonstrar seu poder de transofrmação e de comprometimento com a realidade social.


Concurso Espaço Savassi

março 29, 2010

O “Concurso Espaço Savassi” foi realizado em 2007 por uma agência de publicidade com a participação de 4 equipes convidadas. O objetivo consistia em transformar um terreno privado em uma praça de uso público, agregando estruturas de suporte para receber diversos tipos de eventos.

A praça serviria como uma vitrine urbana para grandes marcas/anunciantes que poderiam adotar a praça como patrocinadores, associando sua marca a uma atitude de gentileza urbana.  O terreno, com dimensões mínimas e forma irregular, localiza-se na Av. Cristovão Colombo, num dos pontos mais valorizados da região da Savassi, Belo Horizonte-MG.

Memorial Descritivo

O Espaço foi concebido para proporcionar diversas utilizações, que podem variar de acordo com as demandas. Flexibilidade, conforto, visibilidade e tecnologia são as estratégias do projeto.

Seus elementos principais têm diversas funções, de acordo com seu posicionamento, isso faz com que o espaço possa ser configurado de acordo com a necessidade da propaganda ou evento. Os elementos que configuram a praça se movimentam com o uso de elevadores hidráulicos, que acionados eletronicamente podem modificar substancialmente o espaço e seus usos. Isto viabiliza a montagem rápida de eventos com dinâmicas espetaculares, atraindo a atenção do público e possibilitando variados usos.

Os elementos que participam ativamente da configuração de diversos tipos de espaços são:

Plataforma: move-se para baixo e para cima podendo ser utilizada como palco, expositor, “lounge”, banco, etc. A plataforma servirá para criar efeitos cenográficos em eventos publicitários de marca como um carro ou um artista que pode surpreendentemente surgir do chão. Pode ser também uma pequena loja que desce ao subsolo fora do horário comercial, transformando o espaço em um palco, jardim ou simples banco.

Bancos retráteis: configuram-se de diversas maneiras transformando-se em arquibancadas, bancos, “deck”, ou piso quando não elevados, integrando-se à calçada e permitindo a passagem de pessoas.

Vitrine: coberta por uma cortina de água ao fundo da praça, ela é um expositor de produtos, obras de arte, espaço publicitário ou conceitos. Internamente ela é o acesso ao subsolo. Quando a cortina d’água é ligada, cria um micro-clima que deixa o local agradável durante o verão, tornando a praça um lugar de relaxamento com temperatura mais amena. Quando desligada, uma tela de projeção pode descer automaticamente para exibir filmes ou campanhas publicitárias.

A praça será equipada com rede “wireless” de acesso à Internet e sensores de presença que captam movimentos em determinados pontos, acendendo luzes coloridas na cortina d’água ou vídeos.

A praça está inserida em local movimentado. Isto torna viável fechar temporariamente o trânsito de veículos na Rua Tomé de Souza para a realização de grandes eventos. Neste caso sugere-se abaixar totalmente os bancos retráteis e elevar a plataforma, que funcionaria como um grande palco.

Este projeto tem com objetivo criar um espaço que faça da marca um nome conhecido por um tipo de publicidade diferenciada. A MARCA faz assim uma grande gentileza urbana. Associa sua imagem à tecnologia, conforto e ao bem estar dos moradores de Belo Horizonte.

CLIENTE: Concurso Espaço Savassi

LOCAL: Belo Horizonte, MG

DATA: 2007

AUTORES: Horizontes Arquitetura e Urbanismo (Gabriel Velloso da Rocha Pereira, Luiz Felipe de Farias e Marcelo Palhares Santiago) e Matheus M. F. de Melo


San Isidro

março 1, 2010

Em 2007, participamos de um concurso internacional para projetar um edifício de Lofts de Luxo, em Lima, Peru.

modelo conceitual

Descrição

O projeto foi desenvolvido com a ideia de mutação como o principal parâmetro de projeto. Tentamos incorporar flexibilidade em todos os aspectos dos apartamentos pois entendemos a vida contemporânea como um exercício de constante mudança, constante transformação.

Com isso em mente, desenvolvemos vários elementos do projeto como entidades mutantes. A fachada está em constante mutação em resposta às transformações internas e externas. Os moradores podem, por exemplo, alterar a posição do quarto, da escada e até mesmo da cozinha com relativa facilidade.

Para isso, cozinha e banheiro foram concebidos como módulos que podem ser colocados em qualquer parte do apartamento. Estes módulos não são projetados para suportar movimentos frequentes, mas seria uma alteração fácil, no momento da compra ou numa reforma futura.

Os painéis de fachada feitos de painéis em PVC são movidos por controle remoto, funcionando como dispositivos de sombreamento e barreiras acústicas. O quarto/varanda também é operado mecanicamente por controle remoto. Eventualmente, metade do quarto fica para fora do prédio, permitindo vistas diretas da pirâmide, do céu e da cidade.

A fim de atingir diferentes níveis de privacidade utilizamos várias camadas de vidro, com diferentes graus de transparência, desde o mais transparente no perímetro exterior para o mais opaco no prisma de luz interior . Este “prisma de vidro” atravessa todo o edifício, iluminando e ventilando, desde os corredores, os pilotis, até as áreas mais profundas dos apartamentos.

Ao nível do solo, o pilotis foi rebaixado 110 centímetros abaixo do nível da rua para permitir a integração visual e permeabilidade sem torná-lo muito exposto ao público rua.
No terraço, sugerimos um anel de vegetação de bambu para proporcionar ambiência e privacidade, sobreposta por uma plataforma que permite visão perfeita da pirâmide. A partir da piscina e por baixo do deck pode-se ver a pirâmide, filtrada através dos bambus.

CLIENTE: Arquitectum

LOCAL: Lima, Peru

DATA: 2007

AUTORES: Horizontes Arquitetura e Urbanismo (Gabriel Velloso da Rocha Pereira, Luiz Felipe de Farias e Marcelo Palhares Santiago), Fernando Luiz Lara e Matheus M. F. de Melo


Horizontes recebe prêmio Gentileza Urbana

janeiro 6, 2010

O Prêmio IAB de Gentileza Urbana é organizado pelo IAB MG (Instituto de Arquitetos do Brasil). O prêmio tem como objetivo estimular o hábito de pequenas e grandes atitudes voltadas para a melhoria da qualidade de vida urbana. Os projetos são selecionados através da indicação da população e os premiados são escolhidos por um juri eclético formado por pessoas ligadas à cidade: arquitetos, escritores, poetas, músicos, filósofos, fotógrafos, jornalistas, etc.

A Horizontes foi premiada pelo projeto “Ilha Prudente” na categoria ARQUITETURA E URBANIDADE: atitudes de cuidado com a Arquitetura e urbanismo nas cidades, podendo ser representada por atitudes isoladas (por exemplo, um projeto arquitetônico importante para a cidade e que a embeleza ou inserções urbanas merecedoras de nota).

O projeto da “Ilha  Prudente” foi realizado, em 2006, em parceria com o MHAB (Museu Histórico Abílio Barreto). O projeto é uma intervenção urbanística que visa aproximar os cidadãos do acervo operacional do Museu através de um equipamento expositivo locado em espaço público. O tratamento urbano qualificou e deu uso uso a um espaço (ilha de trânsito) que antes serviria somente para direcionar o tráfego entre as Avenidas do Contorno e Prudente de Morais.

CLIENTE: Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte – Museu Histórico Abílio Barreto

LOCAL: Belo Horizonte, MG

DATA: 2006 | Data Obra: 2006

AUTORES: Horizontes Arquitetura e Urbanismo (Gabriel Velloso da Rocha Pereira, Luiz Felipe de Farias e Marcelo Palhares Santiago) e Matheus M. F. de Melo

COLABORADORES: Gabriel Luiz de Souza e Silva e Carlos Gómez Sos

EXECUÇÃO: Construtora Carvalho Jr.


Daejeon Biennial – Arquitetura Mineira na Coréia

novembro 11, 2009

Projetos apresentados na 20ª Bienal de Daejeon, Coréia do sul.

INTERVENÇÕES EM VILAS E FAVELAS – VILA VIVA

O Brasil apresenta um enorme desafio no déficit habitacional pois 80% dos 185 milhões de habitantes vivem nas cidades, sendo trinta milhões em condições de extrema pobreza e precariedade. Em Belo Horizonte 600 mil pessoas, 25% da população, vivem nas 142 favelas da cidade. Para enfrentar este problema é preciso ações que garantam o direito à cidade e o acesso aos serviços urbanos públicos, criando condições de vida saudáveis e dignas e revertendo as condições de exclusão e miséria.

Desde 2000 a Prefeitura Municipal de Belo Horizonte promove um processo de urbanização das favelas chamado “Vila Viva”. O programa consiste em ações de urbanização, saneamento, remoção de famílias de áreas de risco, reestruturação do sistema viário, implantação de parques e equipamentos públicos (centros de saúde, centros comunitários, escolas, etc), além de ações de educação e criação de alternativas de geração de trabalho e renda.

As obras de remoção de famílias de áreas de risco e implantação das ruas provocam remoção de várias residências. As famílias desalojadas recebem indenização ou são re-instaladas em conjuntos habitacionais. Surgem, com isso, diversos espaços remanescentes conformados pelos limites das vias e das casas que permanecem. Neste contexto, a atuação da Horizontes consiste no tratamento e qualificação destas áreas, transformando-as em espaços de uso público.

Experiências anteriores demonstram que espaços em favelas direcionadas para descanso e contemplação acabam sendo dominados por traficantes. A solução encontrada é criar espaços públicos adaptados para o laser ativo e esportes, e adoção do conceito de ‘espaços defensáveis’, onde a visibilidade total contribui para a sensação de segurança. Estas medidas contribuem para apropriação dos espaços pela comunidade que é fundamental para a preservação do lugar pois, do contrário, o espaço acabaria sendo ocupado por moradias irregulares.

Como estratégia de projeto a equipe desenvolveu um conjunto ajustável de soluções que podem ser aplicadas em diversas situações. Os pisos são desenhados com vários tipos de pavimento, permeáveis e semi-permeáveis, buscando aumentar a absorção natural da água, essencial em uma cidade afetada por graves problemas de inundação. Nas áreas permeáveis utiliza-se vegetação nativa e árvores de alto porte que criam sombreamento, contribuindo para melhoria do micro-clima e da ambiência urbana.

Os mobiliários urbanos levam em conta a apropriação por usos não convencionais. Os detalhes são em materiais de alta resistência e com menor número possível de elementos para evitar vandalismo. Pórticos de concreto cobertos por plantas servem de gol para futebol e cesta de basquete. Muros de contenção funcionam como paredes de escalada e suporte para arte do grafite e manifestação da cultura ‘hip-hop’.

A topografia é modelada para conformar e organizar os espaços através de superfícies planas e inclinadas, gerando pátios e taludes que podem funcionar como bancos, arquibancadas, rampas de skate, escorregadores infantis, arenas para roda de capoeira, anfiteatros etc.

O desafio que enfrentamos é influir positivamente na realidade violenta das favelas. Espera-se que cada metro quadrado revertido em área pública vegetada possa fazer diferença nos problemas das enchentes urbanas e, principalmente, na vida das crianças ainda invisíveis atrás dos muros, antes que eles saiam para a visibilidade sem volta das ruas. A estratégia de atuação desenvolvida pela Horizontes e seus parceiros contribuiu para elevar o atual discurso sobre as obras públicas, por desafiar as formas tradicionais de construção com uma abordagem rigorosa, embora experimental.

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Vila Conceição, Aglomerado da Serra | Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil | Equipe: Horizontes Arquitetura e Matheus Melo | Colaborador: Nina da Silva | Contratante: Consórcio Camargo Corrêa e Construtora Santa Barbara | Gerente do contrato: Ana Cristina S. A. Alvarenga | Cliente: Urbel (Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte)

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Pedreira Prado Lopes | Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil | Equipe: Horizontes Arquitetura e Fernando Lara | Colaborador: Raoni Sena Ferraz | Contratante: Construtora Mello Azevedo | Gerente do contrato: Cláudio Menim de Oliveira Santos | Cliente: Urbel (Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte)

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Campo do Cascalho | Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil | Equipe: Horizontes Arquitetura e Matheus Melo | Colaboradores: Mateus Castilho e Fábio Oliveira | Contratante: HAP engenharia | Gerente do contrato: Rosely Caldeira | Cliente: Urbel (Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte)

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