Daejeon Biennial – ‘Mineira’ Achitecture in South Korea

Novembro 11, 2009

Projects presented at the 20th Daejeon Biennial, South Korea

Urban OPERATIONS IN squatters “FAVELAS” – VILA VIVA

Brazil has an enormous challenge in the housing deficit because 80% of its 185 million inhab live in the cities, thirty million live in extreme poor and precarious conditions. In Belo Horizonte 600 thousand people, 25% of its population, live apart from the city in 142 “favelas”. To face this problem is necessary to guarantee the right to the city and access to public urban services, to create the conditions for worthwhile life and to reverse the misery conditions.

Since 2000 the city government of Belo Horizonte has been promoting an urbanization process in some of these “favelas” which is called “Vila Viva”. The program consists on works of urbanization, sanitation, removal of families from high-risk areas of landslips and flooding, restructuring of the road system, implementation of parks and public facilities (health centers, community centers, schools, etc.), furthermore education activities and creation of alternatives to generate work and income.

The works of removing families from high-risk areas and the implementation of streets cause the removal of several homes. The displaced families receives compensation or are re-installed in new social housing structures. Thus arise several remaining spaces conformal within the limits of roads and houses that remain. In this context, the Horizontes´s role is the re-design of these areas, transforming them into high quality spaces for public usage.

Previous experiences show that suburban areas designed for resting and contemplation end up being dominated by drug dealers. The solution to avoid it is creating public spaces suitable for recreation activities and sports, and adoption of the concept of ‘defensible spaces’, where the total visibility contributes to the sense of security. These actions contribute to the appropriation of spaces by the community which is essential for its preservation because, otherwise, the space would be occupied by illegal housing.

As a project strategy the team developed a set of adjustable solutions that can be applied in different situations. The floors are designed with a big variety of pavements, permeable and semi-permeable so as to increase the natural absorption of water, essential in a city affected by serious flooding problems. Permeable Areas use native vegetation and tall trees in order to create shade and contribute to improve micro-climate and urban ambiance.

The street furniture take into account non-conventional uses. Details are in materials of high resistance and the lowest number of items to prevent vandalism. Concrete porches covered by plants are used as a goal for soccer and basketball hoop. Retaining walls serve as climbing walls and support for graffiti art and expressions of ‘hip-hop’ culture.

The topography is shaped to conform and organize these places by means of flat and steep surfaces, creating courtyards and slopes that can serve as benches, bleachers, skateboard ramps, slides for children, arenas for “capoeira”  performances, theaters, etc..

The challenge we face is promoting a positive impact on violent realities of the “favelas”. It is expected that each square meter reversed in vegetated public area can make a difference in the problems of urban flooding. And it is especially expected, that these places can help in the lives of still invisible children behind the walls preventing them to take the no-return way of life in the streets. The strategy action developed by Horizontes and its partners helped to elevate the current discourse on public works, by challenging traditional ways of building, using a rigorous approach albeit experimental design although.

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Place:  Vila Conceição, Aglomerado da Serra | Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil | Team : Horizontes Arquitetura and Matheus Melo/ Cooperator: Nina da Silva | Hirer: Consortium of Camargo Corrêa and Santa Barbara Construction Contract Manager: Ana Cristina S. A. Alvarenga | Costumer: Urbel (Urbanization Company of Belo Horizonte)

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Place: Pedreira Prado Lopes | Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil | Team: Horizontes Arquitetura and Fernando Lara | Cooperator: Raoni Sena Ferraz | Hirer: Mello Azevedo Construction | Contract  Manager: Cláudio Menim de Oliveira Santos | Costumer: Urbel (Urbanization Company of Belo Horizonte)

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Place: Campo do Cascalho | Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil | Team: Horizontes Arquitetura and Matheus Melo | Cooperators: Mateus Castilho and Fábio Oliveira | Hirer: HAP engenharia | Contract Manager: Rosely Caldeira | Costumer: Urbel (Urbanization Company of Belo Horizonte)

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Daejeon Biennial – Arquitetura Mineira na Coréia

Novembro 11, 2009

Projetos apresentados na 20ª Bienal de Daejeon, Coréia do sul.

INTERVENÇÕES EM VILAS E FAVELAS – VILA VIVA

O Brasil apresenta um enorme desafio no déficit habitacional pois 80% dos 185 milhões de habitantes vivem nas cidades, sendo trinta milhões em co

ndições de extrema pobreza e precariedade. Em Belo Horizonte 600 mil pessoas, 25% da população, vivem nas 142 favelas da cidade. Para enfrentar este problema é preciso ações que garantam o direito à cidade e o acesso aos serviços urbanos públicos, criando condições de vida saudáveis e dignas e revertendo as condições de exclusão e miséria.

Desde 2000 a Prefeitura Municipal de Belo Horizonte promove um processo de urbanização das favelas chamado “Vila Viva”. O programa consiste em ações de urbanização, saneamento, remoção de famílias de áreas de risco, reestruturação do sistema viário, implantação de parques e equipamentos públicos (centros de saúde, centros comunitários, escolas, etc), além de ações de educação e criação de alternativas de geração de trabalho e renda.

As obras de remoção de famílias de áreas de risco e implantação das ruas provocam remoção de várias residências. As famílias desalojadas recebem indenização ou são re-instaladas em conjuntos habitacionais. Surgem, com isso, diversos espaços remanescentes conformados pelos limites das vias e das casas que permanecem. Neste contexto, a atuação da Horizontes consiste no tratamento e qualificação destas áreas, transformando-as em espaços de uso público.

Experiências anteriores demonstram que espaços em favelas direcionadas para descanso e contemplação acabam sendo dominados por traficantes. A solução encontrada é criar espaços públicos adaptados para o laser ativo e esportes, e adoção do conceito de ‘espaços defensáveis’, onde a visibilidade total contribui para a sensação de segurança. Estas medidas contribuem para apropriação dos espaços pela comunidade que é fundamental para a preservação do lugar pois, do contrário, o espaço acabaria sendo ocupado por moradias irregulares.

Como estratégia de projeto a equipe desenvolveu um conjunto ajustável de soluções que podem ser aplicadas em diversas situações. Os pisos são desenhados com vários tipos de pavimento, permeáveis e semi-permeáveis, buscando aumentar a absorção natural da água, essencial em uma cidade afetada por graves problemas de inundação. Nas áreas permeáveis utiliza-se vegetação nativa e árvores de alto porte que criam sombreamento, contribuindo para melhoria do micro-clima e da ambiência urbana.

Os mobiliários urbanos levam em conta a apropriação por usos não convencionais. Os detalhes são em materiais de alta resistência e com menor número possível de elementos para evitar vandalismo. Pórticos de concreto cobertos por plantas servem de gol para futebol e cesta de basquete. Muros de contenção funcionam como paredes de escalada e suporte para arte do grafite e manifestação da cultura ‘hip-hop’.

A topografia é modelada para conformar e organizar os espaços através de superfícies planas e inclinadas, gerando pátios e taludes que podem funcionar como bancos, arquibancadas, rampas de skate, escorregadores infantis, arenas para roda de capoeira, anfiteatros etc.

O desafio que enfrentamos é influir positivamente na realidade violenta das favelas. Espera-se que cada metro quadrado revertido em área pública vegetada possa fazer diferença nos problemas das enchentes urbanas e, principalmente, na vida das crianças ainda invisíveis atrás dos muros, antes que eles saiam para a visibilidade sem volta das ruas. A estratégia de atuação desenvolvida pela Horizontes e seus parceiros contribuiu para elevar o atual discurso sobre as obras públicas, por desafiar as formas tradicionais de construção com uma abordagem rigorosa, embora experimental.

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Vila Conceição, Aglomerado da Serra | Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil | Equipe: Horizontes Arquitetura e Matheus Melo | Colaborador: Nina da Silva | Contratante: Consórcio Camargo Corrêa e Construtora Santa Barbara | Gerente do contrato: Ana Cristina S. A. Alvarenga | Cliente: Urbel (Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte)

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Pedreira Prado Lopes | Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil | Equipe: Horizontes Arquitetura e Fernando Lara | Colaborador: Raoni Sena Ferraz | Contratante: Construtora Mello Azevedo | Gerente do contrato: Cláudio Menim de Oliveira Santos | Cliente: Urbel (Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte)

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Campo do Cascalho | Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil | Equipe: Horizontes Arquitetura e Matheus Melo | Colaboradores: Mateus Castilho e Fábio Oliveira | Contratante: HAP engenharia | Gerente do contrato: Rosely Caldeira | Cliente: Urbel (Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte)

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Daejeon Biennial – Arquitetura Mineira na Coréia

Novembro 10, 2009

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No período de 06 a 15 de novembro em Dajeon, Coréia do Sul, esta ocorrendo a “20th Architectural Exhibition of Daejeon” com organização da Universidade de Daejon e do Institudo de Arquitetos da Coréia do Sul. Como parte do evento haverá uma exposição mostrando 9 escritórios que representam a novíssima arquitetura mineira. A curadoria da exposição brasileira é dos arquitetos Fernando Lara e Carlos Teixeira.

Horizontes foi convidada para exibir três projetos de intervenção em vilas e favelas (Aglomerado da Serra, Morro das Pedras e Pedreira Prado Lopes).


PUC TV – “Minas Gerais: Arquitetura Contemporânea”

Novembro 10, 2009

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Projeto: Horizontes Arquitetura e Matheus M. F. Melo

Colaboradores: Luciano Mendes de Lima (estagiário), Carlos Gomes Sós (estagiário)

Contratante . Proprietário: Pró-reitoria de infra-estrutura, PUC MINAS (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais)

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A PUC TV é uma emissora universitária de tv a cabo ligada à PUC Minas (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais). Seu funcionamento é destinado à formação e capacitação profissional dos estudantes de jornalismo e produção audiovisual da Universidade.

Visando aumentar a quantidade e a qualidade dos programas produzidos, a universidade decidiu oferecer uma sede própria para a PUC TV. O terreno selecionado fica no campus PUC Minas unidade Coração Eucarístico em Belo Horizonte, posicionado no alto de uma pequena elevação e coberto por arborização considerável.

O programa de necessidades foi definido conjuntamente entre arquitetos, pró-reitoria de infra-estrutura da Universidade e pela equipe da PUC TV. O edifício deveria, além de conter o setor administrativo, dar resposta a todas as necessidades demandadas por uma emissora de tv, principalmente na parte de instalações técnicas especiais para estúdio, salas de edição, salas de controle, sala de programação e cabines de gravação. Em suma, deveria dotar os alunos das melhores ferramentas necessárias para garantir sua formação prática, reproduzindo, em menor escala, as instalações que encontrarão no futuro nas empresas do setor.

Além das questões técnicas o programa exigia a preservação da arborização existente e o aproveitamento da estrutura de uma edificação existente (Casa dos Professores). Partindo destas premissas a equipe desenvolveu uma solução em dois blocos com área total de 335m². O setor técnico foi planejado em um grande bloco branco construído diretamente sobre a Casa dos Professores. O setor administrativo, circulação vertical e banheiros foram planejados em um volume anexo, volumetricamente mais trabalhado, conectado ao outro bloco por uma varanda/corredor.

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PUCTV-ANEXO C PROF-PE-FOTOS 2006-07-13 015O setor técnico contém todas as ilhas de edição, estúdio, além de salas de apoio à produção técnica da TV. Seu volume acompanha a simplicidade volumétrica da Casa dos Professores, formando uma grande caixa branca. O volume saliente do anexo foi objeto de maior atenção e cuidado da equipe que buscou uma solução agressiva e inusitada. A solução foi resolvida através de duas empenas cegas nas laterais e grandes panos de vidro inclinado na parte frontal e na caixa de escada, explorando as visadas da mata. As janelas amplas da caixa de escada e das salas, orientadas para a massa de árvores, dotam o edifício de vistas invejáveis e ajudam a criar um espaço de trabalho com ambiência mais agradável.

O funcionamento da PUC TV e da Casa dos Professores é totalmente independente. Para direcionar os fluxos de acesso o edifício apresenta um circulação vertical exclusiva para a PUC TV, dentro do volume principal, enquanto o acesso à Casa dos Professores se dá diretamente pelo 1º piso. Apesar da divisão em dois blocos totalmente distintos, o anexo consegue uma integração harmoniosa que se beneficia da simplicidade do volume da Casa dos Professores e salas técnicas, que acabaram funcionando como um pano de fundo.

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O edifício foi construído em sistema tradicional com pilares, vigas e lajes em concreto armado. As vedações externas são em alvenaria, divisórias internas do setor administrativo em dry-wall e divisórias internas do setor técnico em venezianas de alumínio. As grandes aberturas foram resolvidas com esquadrias de alumínio e vidro liso.

As definições de cores e revestimentos do edifício foram feitas de forma a realçar os elementos formais e estruturais, destacando com cores vibrantes seus elementos mais marcantes. O volume principal foi revestido com revestimento de quartzo escuro. O nome da PUC TV foi gravado em baixo relevo no revestimento da empena lateral. As bordas das lajes e peitoris das janelas foram pintadas em vermelho. As janelas inclinadas, em vidro liso verde, dotam o edifício de um perfil impactante e único.



“Minas Gerais: Arquitetura Contemporânea”

Novembro 10, 2009

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O projeto da nova sede da PUC TV, elaborado pela Horizontes Arquitetura, foi selecionado para participar da exposição “Minas Gerais: Arquitetura Contemporânea”. A exposição acontece entre 13 de novembro e 06 de dezembro de 2009 na Casa do Baile, com objetivo de apresentar um panorama da produção arquitetônica recente em Minas Gerais, com foco na produção da capital.

A exposição apresenta uma seleção de aproximadamente 50 obras reconhecidas e relevantes, construídas a partir da segunda metade da década de 90 em Minas ou por arquitetos mineiros.

A realização é da Fundação Municipal de Cultura através do “Espaço Cultural Casa do Baile” com curadoria do arquiteto Carlos Alberto Maciel.


CONJUNTO SANTA ROSA 2

Novembro 5, 2009

Holcim Awards is an international competition wich aims to recognize innovative sustainable projects. Horizontes participated in the contest in 2008 with a social housing design so called “Conjunto Santa Rosa 2″.

Text: Horizontes Arquitetura and Maria Elisa Baptista

Design: Horizontes Arquitetura, Natália Batista Botelho and Matheus Melo.

The key aspect of the project is the participation, since its conception, of the future dwellers. In order to face the huge Brazilian housing deficit (80% of the 185million inhab live in the cities, 30million people live in extreme poor and precarious conditions), it is necessary to guarantee the right to the city and access to public urban services, to create the conditions for worthwhile life and to reverse the misery conditions.

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The project allies the production of housing to the generation of work and income and to the popular organization by qualifying the participation of the users throughout the process of decision and production. Participatory decision-making instances have been established in parallel to skill enhancement workshops and to an understanding of the variables of the project, to the budget and its execution (possibilities and limitations of the plot of land; technical, financial and legal requirements; communities wishes and demands).

There are 50families, registered in the so-called Housing Participative Budget of Belo Horizonte City Administration (thus guaranteeing the access to urbanized land and to professional guidance by architects, engineers and social workers) and selected by the Federal Government Solidary Credit Program (thus accessing a viable financing plan in order to meet the construction work needs).

The architectural program/project is similar in all units, but dimensions and spatial configurations meet diverse ways of living, thus allowing for flexibility in the use and future modifications. The laundry area works as an extension of the kitchen, as a porch and it may articulate with the living-room; besides being used for income generation activities. The kitchen, integrated to the living-room, expands the space and may be closed as any dweller may please. The ground flats compensate for their smaller sizes with the gain of private backyards. The higher flats use their penthouses as private terraces. The intermediate floors have extended bedrooms. The layout of the blocks and the open stairways provide safety and vitality for the living spaces.

The option for a structural brick constructive system takes into account its high technological standard, constructive rationalization and waste reduction, besides being an element of great pedagogical effectiveness in the learning process of construction techniques. The formal solution translates typical cultural standards of Brazilian cities, in a scale suitable for the maintenance of urban quality.

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The project, a result of the integration among the city administration, the community and technicians, states the feasibility of achieving cost-effective architectural quality, by joining popular participation, constructive technologies and innovative spatial solutions.

1 – Quantum change and transferability

The participatory process of design and execution disseminates efficient low cost technical-constructive systems and a multipliable system of articulated solutions, combined an exchangeable, besides making forms of expression and representation of architectural projects accessible to the laypeople. The constructive system adopted unites the traditional construction methods of the region, in ceramic bricks, to the innovation of prefab concrete blocks and stone slab, modulated and articulated in components that prevent wastage, rationalizes the workmanship and does not requires heavy equipment. The transferability of the project resides in identifying the urban-architectural qualities and the involving the future dwellers and the technical assessorship.

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2 – Ethical standards and social equity

The direct result of the project is the production of social housing in a self management system, within the qualification of technician and users, the use of new public financial programs and the strengthening of the communitarian associations. The interactive workshops aimed digital inclusion and the exercise of citizenship, demanding replies from the technical and public sectors. The enterprise, executed in regime of joint effort, with rewarded training of the dwellers, also works as professional qualification, generating, in a medium term, the improvement of life conditions and insertion in the labor market through the learned skills. The shared planning system extends the collective involvement with the conditions of healthiness, security, durability and legality.

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3 – Ecological quality and energy conservation

Execution of small housing sets in central urban voids takes advantage of existing infrastructure and reduces displacement of population. Constructive rationality and standardized technologies reduces environmental impact, increases the performance of materials and avoid waste. Rooms with crossing ventilation, porches, terraces and backyards contribute to reduce heat and improve the micro climate.

4 – Economic perfomance and compatibility

Creative design solutions and standardization of components enables high quality architectural and urban spaces within the small budgets available, and reduces the cost of execution and maintenance. The technical installations inside external panels simplify the procedures of verification and maintenance, reducing management conflicts.

5 – Contextual and aesthetic impact

The formal solution achieved densities compatible with the cost of the land, generating elegant volumes integrated to the urban landscape. The laundry/porch, terraces, footbridges and open stairs privilege the public space, increase the permeability and intensify social relations, with high quality aesthetics.


CONJUNTO SANTA ROSA 2

Novembro 4, 2009

Holcim Awards  é uma premiação com objetivo  de reconhecer projetos inovadores, sustentáveis e com visão de futuro. Horizontes participou da premiação em 2008 com o projeto de habitação social Conjunto Santa Rosa 2.

Texto: Horizontes Arquitetura e Maria Elisa Baptista,

Projeto: Horizontes Arquitetura, Natália Batista Botelho e Matheus Melo.

O principal aspecto do projeto é a participação, desde a concepção, dos futuros moradores. Para enfrentar o enorme desafio do déficit habitacional brasileiro (80% dos 185 milhões de habitantes vivem nas cidades; trinta milhões moram em condições de extrema pobreza e precariedade; a população cresce duas vezes mais rápido que a capacidade de produção de habitações populares) é preciso garantir o direito à cidade e o acesso aos serviços urbanos públicos, criar condições de vida saudáveis e dignas e reverter as condições de exclusão e miséria.BIENAL 2005-IMG-CAMERA05-01 copyBIENAL 2005-IMG-CAMERA03 copy

O projeto alia a produção de habitação à geração de trabalho e renda e à organização popular, qualificando a participação dos usuários em todo o processo de decisão e produção. Foram estabelecidas instâncias de decisão colegiada, paralelas a oficinas de capacitação e entendimento das variáveis de projeto, orçamento e execução (possibilidades e limitações do terreno; exigências técnicas, financeiras e legais; desejos e demandas da comunidade).

São cinqüenta famílias, inscritas no Orçamento Participativo da Habitação da Prefeitura de Belo Horizonte (garantindo acesso a terra urbanizada e à assessoria profissional de arquitetos, engenheiros, advogados e técnicos sociais) e selecionadas pelo Programa de Crédito Solidário do Governo Federal (acessando financiamento viável para execução das obras).

O programa arquitetônico é semelhante em todas as unidades, mas as dimensões e o arranjo espacial atendem a modos de morar variados, permitindo flexibilidade de uso e modificações futuras. A área de serviços funciona como extensão da cozinha e também como varanda, podendo se articular à sala, além de ser usada como espaço para atividades de geração de renda. A cozinha, integrada à sala, amplia o espaço, podendo ser fechada conforme o desejo de cada morador. Os apartamentos térreos compensam sua menor privacidade com o ganho dos quintais privativos ao longo das divisas; os apartamentos superiores utilizam a cobertura como terraço privativo, substituindo o quintal; e os andares intermediários ganham quartos estendidos. A disposição dos blocos e as escadas abertas propiciam segurança e vitalidade nos espaços de convívio.

A opção pelo sistema construtivo em alvenaria estrutural considera seu alto padrão tecnológico e padronização, fatores de racionalização construtiva e redução de desperdício, além de ser um elemento de grande alcance pedagógico no aprendizado de técnicas construtivas. A solução formal traduz padrões culturais típicos das cidades brasileiras, em escala adequada à manutenção da qualidade urbana.

BIENAL 2005-IMG-CAMERA04-01 copy-2O projeto, resultado do entrosamento entre prefeitura, comunidade e técnicos, demonstra a viabilidade de se alcançar qualidade arquitetônica com baixo orçamento, aliando participação popular, tecnologia construtiva e soluções espaciais inovadoras.

1 – Inovação e capacidade de transferência

O processo de projeto e execução participativo divulga eficientes soluções técnico-construtivas de baixo custo e um sistema multiplicável de soluções articuláveis, combináveis e intercambiáveis, além de popularizar formas de expressão e representação arquitetônicas acessíveis aos leigos. O sistema construtivo adotado alia a maneira tradicional de construir da região, em tijolos cerâmicos, à inovação dos blocos e lajes em concreto pré-moldado, modulados e articulados em componentes que evitam desperdício, racionalizam a obra e não exigem equipamentos pesados. A capacidade multiplicadora do projeto reside na identificação da qualidade arquitetônica e urbana com o envolvimento dos moradores e a assessoria técnica multidisciplinar.

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2 – Padrões éticos e equidade social

O resultado imediato do projeto é a produção da habitação em sistema de autogestão, a partir da capacitação de usuários e técnicos e do uso de novos programas de financiamento público, com o fortalecimento das associações comunitárias. As dinâmicas interativas objetivam a inclusão digital e o exercício da cidadania, exigindo resposta dos setores técnicos e públicos. O empreendimento, executado em regime de mutirão, com treinamento remunerado dos moradores, atua também como capacitação profissional, gerando, no médio prazo, melhoria das condições de vida da população atendida e inserção no mercado de trabalho através dos ofícios aprendidos. O planejamento compartilhado amplia a o envolvimento coletivo com as condições de salubridade, segurança, durabilidade e legalidade da habitação.

BIENAL 2005-DINAMICA PLANTA-FOTOS LATERAL copyBIENAL 2005-DINAMICA BLOCOS-FOTOS LATERAL copy 3 – Uso eficiente de recursos naturais e conservação de energia

A implantação de pequenos conjuntos em vazios urbanos centrais aproveita infra-estrutura instalada e reduz deslocamentos da população. A racionalidade construtiva reduz o impacto ambiental e a modulação estrutural e tecnologias padronizadas aumentam a performance dos materiais e evitam desperdício. Ambientes com ventilação cruzada, varandas e terraços sombreados e quintais verdes contribuem para diminuir acúmulo de calor e melhorar o micro clima.

4 – Desempenho econômico e compatibilidade

Soluções criativas de projeto, modulação e padronização de componentes viabilizam dentro do pequeno orçamento disponível espaços de qualidade arquitetônica e urbana, e reduzem os custos de execução e manutenção. As instalações técnicas em painéis externos simplificam os procedimentos de verificação e manutenção, reduzindo conflitos condominiais.

5 – Impacto estético e adequação ao contexto

A solução formal, alcançando densidades compatíveis com o custo da terra, gera volumes elegantes integrados à paisagem urbana. Suas varandas, terraços, passarelas e escadas abertas privilegiam o espaço público, aumentam a permeabilidade e intensificam as relações sociais, com alta qualidade estética.


Minas Gerais and the Brazilian newest architecture

Julho 21, 2009

A revista do Instituto Coreano de Arquitetos publicou uma matéria especial sobre a arquitetura de Minas Gerais. O texto é de autoria do arquiteto Fernando Luiz Lara (P.H.D., professor assistente da Universidade do Texas).

A matéria aborda a história da criação da cidade de Belo Horizonte com seus ideais modernistas e republicanos, e como isso proporcionou uma revolução na arquitetura brasileira do inicio do século XX.

Fernando Lara apresenta uma nova geração de arquitetos mineiros, destacando a atuação da Horizontes Arquitetura na área de habitação social e intervenção em vilas e favelas.

“(…) With a strong commitment to public works and client’s participation, Horizontes is already carving its place in Minas Gerais architecture despite being so young. Addressing the urgent need for better housing in a country famous for its inequality, Horizontes has managed to elevate the current discourse on public works such as parks and housing complexes for the poorest, by challenging the traditional ways of building using a rigorous albeit experimental design approach. The current city hall focus on favela’s infrastructure projects has awarded a number of young designers an invaluable opportunity to manifest and test their ideas. (…)”


Apresentação estudantes Michigan

Julho 17, 2009

Rebemos no último dia 9 de março um grupo de estudantes do Mestrado da Universidade de Michigan, EUA. Os alunos do arquiteto Fernando Lara vieram ao Brasil para conhecer e estudar a realidade das favelas. A equipe da Horizontes apresentou aos estudantes americanos diversos projetos de habitação social e intervenção em favelas realizados pelo escritório. Os projetos que mais chamaram atenção foram do Conjunto Santa Rosa 2, Vila Barraginha e as praças em áreas remanescentes de urbanização dos Aglomerados da Serra e Morro das Pedras.

Os americanos apresentaram suas idéias e destacaram o choque de realidade presenciado em seus passeios pelas favelas.

Parabenizamos o colega Fernando Lara pela iniciativa de propor este tipo de discussão em uma universidade americana. O intercâmbio arquitetônico e a troca de experiências entre culturas tão diferentes foi riquíssimo e bastante produtivo.

Os estudantes tiveram contato com as reais necessidades das comunidades e com o tipo de intervenção que as empresas de arquitetura são capazes de viabilizar. Em contrapartida, os arquitetos brasileiros se viram diante de novos pontos de vista para a realidade brasileira, além da discussão de novas metodologias de análise e projeto para intervenção nas favelas.

Que venham mais encontros como este!


Nova sede

Maio 20, 2009

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Horizontes está funcionando em nova sede desde julho de 2008. A novo espaço mais de 100m², inclusive quintal. O endereço é Rua Capivari 304, conjunto 02, Serra, Belo Horizonte-MG. Seja bem vindo.